CERTFACT
Início / Blog
CERTFACT • Provas digitais

STJ exige perícia em prints de WhatsApp: lições para a preservação de provas digitais

A decisão da Sexta Turma do STJ destaca a necessidade de perícia técnica para validar prints de WhatsApp e outras evidências digitais, orientando profissionais sobre coleta, documentação e preservação segura.
Publicado em 06/09/2026
STJ exige perícia em prints de WhatsApp: lições para a preservação de provas digitais
Imagem enviada pelo editor

Entenda o caso

Em 2026, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisou um habeas corpus envolvendo um acusado de homicídio e associação criminosa. A defesa alegou que as únicas provas contra o réu eram prints de conversas do WhatsApp obtidos diretamente pelos policiais e imagens de câmeras de segurança, ambas apresentadas sem perícia técnica. O tribunal estadual havia negado a ordem de habeas, mas o STJ, ao revisar o caso, destacou a existência de dúvidas razoáveis sobre a integridade e autenticidade desses materiais digitais.

O relator, ministro Carlos Pires Brandão, ressaltou que a simples autorização judicial e a identificação do agente que coletou os dados não substituem a necessidade de documentação técnica que comprove a cadeia de custódia. Diante da incerteza, o STJ substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares diversas, condicionando a utilização das provas à realização de perícia complementar que assegure a confiabilidade dos elementos digitais.

Qual é a questão digital relevante

A controvérsia gira em torno da confiabilidade de prints de WhatsApp e de imagens de câmeras de segurança quando não há documentação que garanta sua integridade. A jurisprudência do STJ enfatiza que, para que uma prova digital seja aceita, é imprescindível demonstrar que o material não foi alterado após a sua captura, o que exige procedimentos técnicos padronizados e auditáveis.

Por que essa evidência pode ser frágil

Provas digitais são suscetíveis a alterações invisíveis a olho nu, como modificação de metadados, cortes de tela ou inserção de elementos. Sem um laudo pericial que registre a origem, o método de extração e a cadeia de custódia, a defesa pode contestar a autenticidade, comprometendo o valor probatório. No caso analisado, a ausência de relatório de extração e de hash de verificação gerou a dúvida razoável que motivou a decisão do STJ.

O que o caso ensina sobre provas digitais

  1. Documentação é obrigatória – Relatórios de extração, hashes e registros de quem realizou a coleta são essenciais.
  2. Cadeia de custódia – Cada etapa, desde a apreensão até a apresentação em juízo, deve ser rastreável.
  3. Perícia não é opcional – Quando houver dúvida plausível, a perícia complementar é mandatória para garantir o contraditório.
  4. Autoridade não basta – A simples autorização judicial não substitui a necessidade de controle técnico.

Como preservar uma situação semelhante

Como a CERTFACT pode ajudar

A CERTFACT oferece um fluxo completo para captura, preservação e documentação de evidências digitais. Nosso serviço gera relatórios de extração com hash, registra a cadeia de custódia em tempo real e armazena os dados em ambiente certificado, pronto para ser analisado por peritos. Assim, você fortalece a confiabilidade das provas e assegura que elas atendam aos requisitos exigidos pelo STJ e demais tribunais.

Precisa ajudar a preservar a integridade das suas evidências digitais? Entre em contato com a CERTFACT e descubra como proteger seus casos com rigor técnico.

Fonte de referência: STJ: dúvida sobre prova digital impõe necessidade de perícia. O texto acima é conteúdo editorial próprio da CERTFACT.
Precisa preservar uma evidência digital?
Registre o conteúdo com a CERTFACT e receba arquivos verificáveis para fortalecer sua documentação.
Fazer uma captura