Entenda o caso
Em setembro de 2026, o portal TechTudo publicou uma matéria explicando que capturas de tela de conversas, redes sociais, sites e e‑mails podem ser usadas como prova em processos judiciais, mas que seu valor probatório depende da autenticidade, integridade e contexto. O texto cita o advogado especializado em Direito Digital, Alexandre Maschio Domingos, que aponta que a Justiça pode questionar um print isolado, sobretudo quando faltam informações que comprovem sua origem ou quando há indícios de edição.
A reportagem detalha situações em que um print perde força: imagens recortadas, ausência de identificadores (nome de usuário, número de telefone), falta de data/hora, ausência de contexto e possibilidade de manipulação. Também apresenta recomendações para melhorar a confiabilidade da captura, como preservar o aparelho original, guardar arquivos sem alterações, incluir URL completa e registrar a navegação. Por fim, menciona a ata notarial e a coleta técnica como meios de reforçar a autenticidade da evidência digital.
Esses pontos servem de base para refletirmos sobre a importância de um procedimento adequado de captura e preservação de provas digitais, sobretudo em litígios que envolvem comunicações eletrônicas.
Qual é a questão digital relevante
A questão central é a validade probatória de prints de tela em processos judiciais. Embora o Código de Processo Civil (CPC) permita o uso de reproduções digitais, a força da prova depende de fatores como origem verificável, integridade do arquivo e contexto completo. Sem esses elementos, a parte contrária pode contestar a autenticidade, colocando em risco o resultado da demanda.
Por que essa evidência pode ser frágil
- Ausência de contexto – Um print que mostra apenas parte de uma conversa pode mudar de sentido quando analisado junto a mensagens anteriores ou posteriores.
- Falta de identificadores – Sem número de telefone, nome de usuário ou endereço de e‑mail, fica difícil ligar a captura ao autor.
- Metadados perdidos – Ao salvar a imagem em formatos que removem EXIF ou outros metadados, perde‑se a data, hora e origem do arquivo.
- Possibilidade de edição – Recortes, marcações ou alterações podem ser detectados em perícia, gerando dúvidas sobre a veracidade.
- Conteúdo apagado – Quando o material original deixa de existir nos servidores ou no aparelho, a verificação posterior torna‑se mais complexa.
O que o caso ensina sobre provas digitais
- Documentação completa: Capturar a conversa inteira, incluindo mensagens anteriores e posteriores, aumenta a confiabilidade.
- Preservação do original: Manter o dispositivo e os arquivos originais sem alterações evita alegações de manipulação.
- Uso de mecanismos formais: Quando a disputa for relevante, considerar a ata notarial ou a coleta técnica para conferir fé pública ao material.
- Metadados como evidência: Salvar a captura em formatos que preservem metadados (por exemplo, PNG) e registrar a URL completa quando se trata de páginas web.
- Distribuição do ônus da prova: O juiz pode atribuir a produção da prova à parte que tem maior capacidade técnica, mas isso não elimina a necessidade de demonstrar autenticidade.
Como preservar uma situação semelhante
- Capture a tela completa – Use a função nativa do sistema (Print Screen, Cmd + Shift + 4, etc.) sem recortar imediatamente.
- Inclua identificadores visíveis – Deixe número de telefone, nome de usuário ou e‑mail à mostra.
- Registre data e hora – Ative a exibição de timestamp no próprio aplicativo ou anote manualmente.
- Salve a URL completa – Em navegadores, copie o endereço da página e cole junto ao arquivo de imagem.
- Armazene em mídia segura – Transfira o arquivo para um armazenamento criptografado ou para um serviço de nuvem com backup automático.
- Exportação nativa – Quando possível, exporte o histórico (por exemplo, o recurso "Exportar conversa" do WhatsApp) para ter um registro em texto além da imagem.
- Documente a navegação – Grave a tela em vídeo ou tire screenshots sequenciais que mostrem o caminho até o conteúdo.
- Considere a ata notarial – Em casos de alto risco de contestação, solicite a um tabelião a elaboração de ata notarial descrevendo o conteúdo.
Como a CERTFACT pode ajudar
A CERTFACT oferece serviços especializados de captura, preservação e certificação de evidências digitais. Nosso fluxo inclui:
- Coleta forense em dispositivos móveis e computadores, garantindo a integridade da cadeia de custódia.
- Hashing e assinatura digital de cada arquivo para comprovar que não houve alterações.
- Relatórios periciais detalhados, com metadados, timestamps e descrição do procedimento adotado.
- Emissão de ata notarial digital em parceria com tabeliães, proporcionando fé pública ao material coletado.
Se você precisa fortalecer a validade de prints de tela ou de qualquer outra evidência digital, entre em contato com a CERTFACT e descubra como nossa expertise pode proteger seus direitos em processos judiciais.
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Este artigo foi elaborado com base nas informações publicadas pelo TechTudo em 07/09/2026 e nas orientações do especialista Alexandre Maschio Domingos.
